Não dá para falar sobre saúde sem considerar o aspecto da vivência sexual. Afinal, ela está diretamente relacionada à qualidade de vida dos seres humanos por se tratar de uma questão que impacta diretamente o bem-estar emocional e físico de todos.
No entanto, falar sobre o assunto ainda é um desafio das sociedades atuais, sobretudo quando o tema é a saúde sexual feminina.
Nesse caso, diversos tabus e preconceitos inibem que mulheres vivam a sua saúde sexual de forma plena e saudável, o que pode acarretar o desenvolvimento de uma impotência sexual feminina.
Para se ter uma ideia, uma pesquisa realizada com 100 mulheres cisgênero observou que uma média de 49% dessas apresentavam algum tipo de disfunção sexual, sendo apenas 15% diagnosticadas.
Tendo isso em vista, é possível compreender a importância de falar sobre esse assunto.
E, neste artigo, você entende o que é a impotência sexual feminina, quais são suas causas e possíveis sintomas e os cuidados e tratamentos necessários para os casos identificados.
Continue sua leitura!
O que é impotência sexual feminina
A impotência sexual, ou transtorno de excitação sexual feminina, é caracterizado pela dificuldade, seja ela biológica, psicológica ou cultural/social, em alguma das fases da resposta sexual: desejo, excitação, orgasmo e resolução.
Na mulher, a disfunção também pode ser encadeada por vaginismo/dispareunia, condição que gera dor na mulher durante a penetração, e condições uroginecológicas, como cistites, incontinência urinária e vulvovaginites.
Essa disfunção afeta a saúde sexual da mulher e pode gerar crises conjugais, problemas de autoestima e, até mesmo, o desenvolvimento de quadros de sofrimento mental, como ansiedade, estresse, depressão e problemas de autoestima.
É importante ressaltar que a disfunção sexual feminina possui uma forte influência das fases da vida da mulher, como ciclo menstrual, gravidez, amamentação, menopausa, faixa etária, entre outras.
Nesse sentido, a mulher pode apresentar até 4 tipos de disfunções que devem ser diagnosticadas com auxílio médico especializado, sendo elas:
-
- Transtorno do desejo sexual hipoativo
Afeta diretamente a libido da mulher. Ou seja, o desejo pelo ato sexual.
Mulheres com esse transtorno apresentam pouco ou nenhum desejo pela experiência, tendo bloqueios, até mesmo, para fantasiar e imaginar situações que as excitam.
No comportamento, são mulheres que, dificilmente, tomam a iniciativa pela relação sexual.
-
- Disfunção da excitação sexual feminina
Essa disfunção, também conhecida como frigidez feminina, tem impacto direto na excitação e lubrificação da mulher. Nesse caso, o desafio é se manter excitada durante o ato sexual.
Essa falta de lubrificação pode ocorrer por fatores físicos, como lubrificação vaginal insuficiente, emocionais, como ansiedade, tensão e estresse, ou químicos, como efeito colateral de medicações que podem causar ressecamento vaginal.
Nesse caso, a mulher tende a sentir pouco ou quase nenhum prazer durante a relação, não alcançando o orgasmo e, até mesmo, podendo sentir dor e desconforto.
-
- Disfunção do orgasmo feminino
Essa difusão é a que mais afeta mulheres adultas de diversas faixas etárias. Ela acontece quando a mulher não atinge o orgasmo em suas relações, vivendo experiências sexuais que geram frustração por não atingir o ápice do prazer durante o ato.
Nesse caso, as razões podem ser diversas, tanto físicas quanto psicológicas, mas vale sempre avaliar as circunstâncias envolvidas nesse processo, sobretudo se a relação sexual em si está sendo satisfatória a ponto de levar a mulher ao ápice da excitação.
-
- Disfunção genito-pélvica-feminina
Essa também é uma das disfunções sexuais femininas mais comuns. Pode se apresentar como dor, queimação/ardência ou formigamento.
Sua principal causa tem ligação direta com vaginismo, além de também sofrer impacto de questões relacionadas ao nervosismo durante a relação, traumas de abuso, entre outras situações que afetam o lado emocional da mulher.
Pode também ter relação física/biológica, como contração da musculatura pélvica e, até mesmo, a falta de lubrificação.
Principais causas da disfunção feminina
“Quando a gente pensa nas causas das disfunções sexuais femininas, a gente precisa pensar que a ciência ainda não chegou a uma única etiologia, a um único motivo”, afirma a psicóloga e especialista em Sexualidade Humana pela FMUSP, Fernanda Bonato, em entrevista à BBC News Brasil .
Portanto, é importante compreender que as causas podem ser muitas e que, inclusive, não há consenso científico sobre o tema.
No entanto, diversos estudos mostram que questões físicas, psicológicas e, até mesmo, culturais, podem ter impacto direto no desenvolvimento na disfunção sexual feminina.
Portanto, elas podem ter origem:
-
- Biológicas.
-
- Químicas.
-
- Psíquicas.
-
- Sociais.
-
- Históricas.
-
- Culturais.
Confira algumas dessas causas:
-
- Baixo nível de testosterona.
-
- Baixo nível de estrogênio devido à menopausa ou insuficiência ovariana prematura.
-
- Doenças cardíacas.
-
- Diabetes.
-
- Câncer.
-
- Artrite.
-
- Esclerose múltipla.
-
- Endometriose.
-
- Uso excessivo de bebidas alcoólicas.
-
- Doença pélvica ou genital.
-
- Crenças limitantes sobre a vida sexual, o que pode ter influência da cultura social ou de dogmas religiosos.
-
- Doenças relacionadas à angústia mental, como estresse, depressão, ansiedade, transtornos alimentares.
-
- Medo de gravidez indesejada, causando tensão e preocupação durante relações sexuais com homens cisgênero.
-
- Desgaste no relacionamento e conflitos conjugais, acarretando a queda do desejo e atração pelo outro.
-
- Efeito colateral de medicamentos para tratamento de doenças como depressão, ansiedade e pressão arterial.
-
- Traumas por situações de abuso sexual.
Tratamento e como se cuidar para uma vida sexual saudável
O tratamento pode variar de acordo com o caso de cada mulher. Em disfunções relacionadas a questões psíquicas, por exemplo, a psicoterapia é a melhor opção.
Já no caso de questões físicas/biológicas, o ideal é consultar um médico especialista que poderá lhe orientar corretamente sobre o que precisa ser feito.
É importante ressaltar que cada tratamento pode demandar atividades, medicamentos e ajudas especializadas diferentes, assim como também pode acontecer da impotência sexual feminina desaparecer sem a necessidade de um tratamento prévio.
Afinal, tudo depende das causas que têm gerado esse problema e o que precisa ser feito para que o tratamento alcance bons resultados.
Por fim, é de extrema importância que a mulher que identifica sintomas de disfunção sexual saiba que existem cuidados do dia a dia que podem prevenir ou melhorar essa condição.
Confira a lista a seguir!
5 cuidados para a prevenção e tratamento contra a impotência sexual feminina
-
- Consulte regularmente uma equipe multidisciplinar de médicos
É comum que a mulher sinta que há algo de errado, mas não consiga identificar sozinha o que tem acarretado nesses sintomas.
Nesse caso, o recomendado é consultar médicos de diversas especialidades e reportar sobre o que vem acontecendo para que a causa seja identificada.
Vale consultar ginecologista, fisioterapeuta pélvico, psicólogos, psiquiatras e demais especialistas que possam ter ligação com o seu problema, como no caso de falta de libido devido a ingestão de medicamentos anti-hipertensivos, inibidores seletivos da recaptação de serotonina e drogas quimioterápicas,
Ou seja, se você, por exemplo, toma remédios para controle da pressão arterial e acredita que ele possa estar reduzindo a sua libido, consulte seu cardiologista.
-
- Tenha uma boa alimentação e pratique exercícios físicos
Ter uma boa alimentação contribui para a saúde do corpo humano de forma geral. Por isso, é evidente que preservar esse bom hábito também contribui para os cuidados com a vida sexual.
Uma alimentação equilibrada permite que a mulher tenha mais disposição, consuma vitaminas necessárias para o bom funcionamento do corpo e mente, além de contribuir para o controle da obesidade, fator que pode impactar, devido a questões culturais da sociedade, a autoestima da mulher.
Além disso, é muito importante manter uma prática regular de exercícios físicos. Ao exercitar o corpo, a mulher libera hormônios, como endorfina e serotonina, que contribuem para o aumento da sensação de bem-estar e disposição do corpo.
A prática de exercício também auxilia no tratamento de ansiedade e depressão, podendo ser uma prática essencial para mulheres que estão tendo a vida sexual impactada por essas questões.
Portanto, fica evidente que esses são cuidados importantes para o dia a dia da mulher que busca uma melhora na sua saúde sexual.
-
- Pratique pompoarismo
Para mulheres que sentem ardências e dores durante o ato, o pompoarismo pode ser uma prática de cuidado que pode ajudar a tratar essas questões.
O pompoarismo consiste em um exercício de contração dos músculos do períneo vaginal e é bastante recomendado a mulheres que desejam ter mais prazer sexual.
O exercício, além de oferecer benefícios físicos ao corpo da mulher, por fortalecer os músculos do assoalho pélvico, também contribui para uma melhora da autoestima feminina.
Isso porque a prática constante do pompoarismo permite que a mulher conheça melhor o próprio corpo, compreendendo, de forma mais sensível, quais são os seus pontos de prazer, sentindo-se mais confiante para o momento da relação sexual com o outro.
-
- Busque por estimulantes fitoterápicos
Os suplementos naturais podem oferecer diversos benefícios para a saúde da mulher, sobretudo para o tratamento e cuidado contra a disfunção sexual.
A maca peruana, por exemplo, é um fitoterápico rico em macrominerais, esteroides, flavonoides, proteínas, carboidratos, fibra e vitaminas B1, B2, B12, C.
Essa combinação melhora a disposição da mulher e auxilia na produção de hormônios importantes para a estimulação da libido feminina.
Na BS Pharma, você encontra diversos outros estimulantes fitoterápicos para a melhora da performance sexual da mulher. Conheça alguns!
-
- Se toque!
A masturbação feminina ainda é um grande tabu social. No entanto, é preciso falar mais sobre a importância dessa prática extremamente saudável para a vida da mulher adulta.
Isso porque a masturbação, além de elevar a conexão da mulher consigo mesma e desenvolver a autoestima e o autoconhecimento, a prática também oferece diversos benefícios à saúde feminina.
Durante o toque, a mulher é capaz de liberar hormônios como dopamina (felicidade), oxitocina (amor), testosterona (melhora a resistência e a excitação), endorfina (analgésico natural e diminuição do estresse), e prolactina (influência na lactação, no humor e no sistema imunológico).
Tudo isso contribui para o cuidado e tratamento da impotência sexual, pois pode diminuir sintomas psíquicos, como ansiedade e estresse, e físicos, como falta de energia e queda de hormônios.
Por fim, não se sinta sozinha!
Como citamos ao longo do artigo, a impotência sexual feminina, ainda que pouco falada, afeta uma grande da população de mulheres cisgênero.
Se esse for o seu caso, não tenha vergonha de buscar ajuda especializada. Afinal, a sexualidade feminina deve ser vista como algo natural à saúde da mulher e que beneficia todo o seu bem-estar pessoal, físico, social e mental.
Vale ressaltar que a indústria farmacêutica e os estudos científicos vêm avançando para assistir, de forma mais sensível e assertiva, mulheres que sofrem com essa condição, indicando um avanço nas discussões sobre a pauta.
No site da BS Pharma, por exemplo, você encontra diversos estimulantes fitoterápicos com fórmulas naturais feitas especialmente para o tratamento da disfunção feminina. Acesse o site e conheça!



