A palavra estresse já está bastante popularizada, sendo sempre associada a níveis de cansaço extremo, ansiedade e muita irritação — situações comuns para todos que precisam lidar com uma rotina cada vez mais monótona, não é mesmo? O que pouca gente sabe é que o estresse pode ter várias caras e uma delas é diretamente ligada ao desenvolvimento de doenças e envelhecimento precoce. Estamos falando sobre o estresse oxidativo, causado pelo acúmulo de radicais livres.

Continue a leitura para saber como o estresse oxidativo pode afetar o desempenho das suas atividades diárias e quais impactos esse tipo de estresse gera na sua saúde.

O que é o estresse oxidativo?

Para explicar os efeitos nocivos do estresse oxidativo precisamos entender o que esse termo significa. A palavra estresse é bem conhecida, afinal, ela está relacionada ao cansaço extremo que vem acompanhado de muito nervosismo, agitação e irritação. Já o termo “oxidativo” é menos conhecido e significa que algo entrou em contato com oxigênio para metabolizá-lo, resultando em uma reação química chamada oxidação, que ocorre dentro das células ou em sua membrana.

Quando essa interação acontece, é formado o que conhecemos como radical livre — um átomo ou molécula com um número ímpar de elétrons. Isso o torna instável e, em termos simples, fica sempre tentando capturar elétrons das células que estão à sua volta.

Esse processo costuma ser normal, pois os radicais livres são fundamentais para o funcionamento do organismo. O acúmulo dessas espécies reativas de oxigênio danifica a estrutura das moléculas de DNA, lipídios (gorduras), proteínas, carboidratos e de outros componentes celulares, como a mitocôndria, levando-as ao envelhecimento.

O degaste celular afeta o corpo de diferentes maneiras, podendo causar vários tipos de doenças no organismo, incluindo o envelhecimento precoce.

Quais são as doenças causadas pelo estresse oxidativo?

Atualmente, sabe-se que mais de 50 problemas de saúde resultam desse tipo de estresse que acontece a nível celular. Podem ser diagnosticadas desde doenças reumáticas até mesmo mal de Alzheimer. Conheça a seguir os principais males ocasionados pelo estresse oxidativo!

Hipertensão e doenças cardíacas

Quando ocorre o estresse oxidativo, acontecem várias descargas de adrenalina, aumentando os batimentos cardíacos e, consequentemente, a pressão arterial. Outras condições cardiovasculares podem ser causadas, como aterosclerose e doenças cardiovasculares.

Alzheimer, Parkinson e depressão

No cérebro, os radicais livres agem como neurotóxicos, atacando diretamente as células nervosas do sistema nervoso central. Como resultado, originam-se as doenças neurodegenerativas, entre elas o mal de Parkinson e de Alzheimer, além da esclerose múltipla e também perda de memória, irritabilidade e depressão — especialmente a perturbação depressiva maior (MDD).

Infelizmente, quando essas doenças são diagnosticadas significa que esse estresse orgânico chegou ao seu estágio final, manifestando a doença.

No Parkinson, por exemplo, cerca de 80% das células de uma área cerebral chamada substância negra já morreram. O mesmo ocorre com o Alzheimer. Entre o começo da oxidação das células e o diagnóstico final, leva-se entre 10 e 20 anos.

Envelhecimento da pele

A pele é o maior órgão do corpo humano. Por tanta exposição — tanto ao meio interno (nosso organismo) quanto ao meio externo —, ela está muito suscetível às ações dos radicais livres e também de fatores como a poluição e a radiação ultravioleta.

O consumo dos alimentos que causam estresse oxidativo, a formação dos radicais livres e o abuso do cigarro aceleram o envelhecimento da pele.

Doenças nos olhos

Os olhos são naturalmente desprotegidos, ficando muito vulneráveis aos raios UVA e UVB do sol. Os óculos são sua única proteção solar física, barrando a oxidação causada pelos raios ultravioletas.

Não usar óculos escuros que tenham proteção contra os dois tipos de raios altamente oxidativos poderá deixar os olhos vulneráveis a doenças nas córneas, geralmente relacionadas ao envelhecimento, como a catarata e a degeneração muscular.

No caso da catarata especificamente, essa reação é responsável por matar as proteínas presentes no cristalino dos olhos, originando a doença.

Insônia e fadiga

As repetidas cargas de adrenalina causadas pelo estresse oxidativo deixam o corpo sempre em alerta, dificultando o sono. Quando essa situação ocorre por noites repetidas, o indivíduo sofre da temida insônia. Quando não dormimos de maneira eficiente, o corpo não descansa e, consequentemente, a  musculatura não relaxa.

Após várias noites mal dormidas, ocorre a fadiga, que se não tratada, pode levar à fadiga crônica, que engloba o cansaço mental e físico.

Diabetes

A alta taxa de açúcar no sangue, conhecida como hiperglicemia, está relacionada ao aumento do estresse oxidativo — em pessoas com alto risco de desenvolver diabetes mellitus tipo 2.

Uma taxa elevada de glicose resultante ativa mecanismos capazes de elevar a fabricação de sorbitol, um álcool de açúcar. Esse aumento leva a um estresse celular que ocasiona a queda das defesas antioxidantes dentro das células, tornando o organismo resistente à insulina normalmente produzida pelo pâncreas.

Além disso, um dos fatores responsáveis pelas mudanças que ocorrem nos pulmões de pacientes diabéticos também pode ser resultado da ação da oxidação a nível celular.

Artrite

Há estudos que mostram que o cérebro faz um grande esforço para tentar se proteger do estresse. Essa tentativa leva ao surgimento de substâncias que constituem um fator primário para surgir a artrite.

E levando em consideração que a idade é um importante fator de risco para essa doença, acredita-se que repetidas atividades oxidativas, que acontecem com o passar dos anos, levam a essa e outras doenças da articulação.

Câncer

O mal funcionamento do sistema orgânico que repara o DNA pode levar ao câncer. E vários tipos deles estão em menor ou maior grau relacionados ao estresse oxidativo.

Entre os mais atingidos pelo estresse oxidativo estão:

  • melanoma (o mais temeroso tipo de câncer de pele);
  • leucemia;
  • carcinoma prostático, gástrico, mamário e de cólon.

Infecções virais também podem causar a reação bioquímica, contribuindo no desenvolvimento do câncer. O vírus da hepatite C e o papiloma humano (HPV) são exemplos dessas infecções.

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Como diminuir o estresse oxidativo?

Não existe uma maneira de impedir a formação de radicais livres, pois é um processo que ocorre com o oxigênio que respiramos e que, ironicamente, é um elemento vital para nós.

No entanto, existem maneiras de diminuir a quantidade de radicais livres e, consequentemente, os danos causados por eles. A seguir, uma lista com algumas medidas simples e os melhores hábitos para diminuir sua ação negativa:

  • beber cerca de 2 litros de água por dia;
  • praticar exercícios físicos regularmente;
  • fazer meditação ou Yoga;
  • ter mais contato com a natureza;
  • divertir-se e buscar um convívio social agradável;
  • encontrar motivos para sorrir;
  • ter uma alimentação rica em antioxidantes.

Os alimentos ricos em antioxidantes são  aqueles que contém vitaminas A, C e E, selênio, zinco, polifenóis e ômega 3. Dentre estes alimentos podemos destacar frutas vermelhas, castanha, amêndoa, uva, semente de girassol, cereais integrais e peixes.

Adquirir tais hábitos poderão te ajudar a reduzir os impactos negativos dos radicais livres em seu organismo.

Agora que você já sabe o que é estresse oxidativo e qual seu impacto no envelhecimento do organismo e no aparecimento de várias doenças, que tal compartilhar essas informações com seus amigos nas suas redes sociais?

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