Relatos de inquietude na escola, queda no rendimento escolar, hiperatividade em casa, no restaurante, no supermercado, falta de atenção nas lições da escola e até prejuízo no relacionamento com as outras crianças são frequentes na vida de mães com filhos com Transtorno de Hiperatividade e Déficit de Atenção, ou simplesmente THDA.

É uma condição que surge na infância, mas que pode se estender pela vida adulta. De acordo com a Associação Brasileira do Déficit de Atenção a prevalência do TDAH gira em torno de 5 a 6% da população infantil mundial, e metade desses casos continuará com o distúrbio durante a vida.

Como é possível perceber que a criança tem TDAH?

Desatenção, hiperatividade e impulsividade são características em comum entre os que apresentam TDAH, doença caracterizada por um transtorno neurobiológico. Mas é importante atentar-se ao fato de que desatenção ou excesso de empolgação em crianças não caracteriza em definitivo o distúrbio. Por natureza, crianças costumam ser mais agitadas, distraídas ou querer realizar apenas atividades que lhe despertem interesse naquele momento.

Para diagnosticar o TDAH, é necessária uma ação conjunta entre pais e professores. Se forem notados os mesmos comportamentos na escola e em casa, devem ser informados aos médicos os detalhes da desatenção e hiperatividade. A frequência e prejuízos na vida da criança, jovem ou adulto são os fatores que definirão a presença do transtorno.

Em crianças, a doença pode ser diagnosticada pela dificuldade em interagir socialmente, falta de atenção, hiperatividade e impulsividade. Também é comum a dificuldade em seguir regras e limites.

Para adultos, os sintomas podem ser notados pela dificuldade em dar continuidade a tarefas rotineiras, indecisão, falta de atenção, esquecimento e impulsividade. Os indivíduos podem ser considerados egoístas em alguns casos, e apresentam dificuldade em avaliar o próprio comportamento.

Existe uma causa para o distúrbio?

O TDAH talvez seja um dos distúrbios psiquiátricos mais estudados atualmente. Evidências apontam para alterações no cérebro dos portadores do transtorno, em regiões responsáveis pela inibição de comportamentos, pelo autocontrole, capacidade de prestar atenção, entre outros. É possível que existam também alterações no sistema de neurotransmissores, como a dopamina e noradrenalina, essenciais para transmitir informação entre os neurônios.

A doença também pode ser causada por acontecimentos marcantes durante a gravidez. Possíveis comportamentos das futuras mães podem ser fatores determinantes para o surgimento da doença em seus bebês, como a ingestão de nicotina e álcool. A doença também pode ser resultado do estresse durante o parto, resultado de possíveis complicações.

Sabe-se que o TDAH tem uma forte carga genética, talvez da atuação de vários genes em conjunto, não apenas um. Sendo assim, filhos de pais com TDAH chegam a ter 76% mais chance de nascer com o distúrbio. No entanto, fatores ambientais também podem estar inseridos.

Como é o tratamento do Transtorno de Hiperatividade e Déficit de Atenção?

O tratamento para o TDAH consiste em um procedimento multimodal, integrando o uso de medicamentos com orientações e técnicas que podem melhorar a qualidade de vida do paciente. O acompanhamento por um psicólogo é de extrema importância e, para doenças resultantes do TDAH, como dislexia e desortografia, também é necessário incluir ao tratamento terapias com fonoaudiólogo, terapeuta ocupacional psicopedagogo,  ou psicomotricista, dependendo das necessidades. Em alguns casos, médicos optam por utilizar medicamentos estimulantes que promovem o bom funcionamento das áreas cerebrais alteradas.

 

A Citicolina é um medicamento que melhora o desempenho cognitivo, atuando no foco e na atenção. O produto é indicado para melhorar o rendimento intelectual e diminuir as perturbações da memória, pois atua na regeneração das membranas celulares e tem função ativadora e reconstituinte cerebral. Além de ser indicado no tratamento da TDAH, também é utilizado no envelhecimento neuronal, insuficiência vascular cerebral, sequelas de AVC e na melhora da performance de memória. Consulte um profissional especializado para determinar melhor a quantidade e forma de uso desse medicamento.

Alimentação restritiva

De acordo com um estudo publicado pela revista científica The Lancet, em 2011, mudanças na alimentação podem ser uma estratégia de amenizar os sintomas do TDAH. Dietas restritiva, sem alimentos processados e alimentos considerados alergênicos podem ser uma boa alternativa. Quando aplicadas em crianças entre quatro e oito anos de idade, foi detectada uma taxa de melhora de até 78%.

Entretanto, ainda não há comprovação científica que dietas restritivas sejam eficazes. Alguns estudos concluíram que retirar aditivos e corantes alimentícios tragam melhoras aos pacientes. Retirar ou reduzir o açúcar da dieta também pode ser uma boa alternativa, uma vez que esse alimento é considerado um estimulante cerebral.

Para profissionais que trabalham com a alimentação, como nutricionistas e nutrólogos, é válida a tentativa de iniciar uma dieta com menos alimentos industrializados, sem corantes, aditivos, conservantes, estabilizantes, açúcar, evitando também aqueles alimentos que possam, talvez, causar uma alergia (trigo, soja, ovo, leite de vaca, etc.).

O consenso é que é preciso enfrentar o distúrbio sem medo. Caso o paciente não seja diagnosticado e tratado rapidamente, os prejuízos podem ser enormes para a vida escolar e social da criança. No adulto, os problemas surgem nas áreas profissional e afetiva, uma vez que o indivíduo apresenta dificuldades em se ajustar a horários e compromissos ou não consegue dar a devida atenção ao parceiro.

O importante é não deixar de procurar ajuda por algo que tenha lido em nosso artigo. Os profissionais mais indicados para analisar os fatos e sintomas são os médicos especializados em pediatria e em psiquiatria com foco ou ênfase especializado na área infantil. Assim, eles podem indicar e lhe orientar acerca do tratamento necessário e procedimentos a serem seguidos.

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Categorias: Saúde Mental

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