Os transtornos alimentares são alterações no comportamento alimentar e que podem levar o indivíduo a sérios problemas de saúde. A compulsão alimentar é um desses e se caracteriza pela ingestão sem controle de alimentos, podendo ocorrer em episódios esporádicos ou de forma contínua.

O descontrole pode ser em relação à diversos alimentos ou a um específico. Muitas vezes a compulsão alimentar surge pela deficiência de nutrientes causada por uma dieta desequilibrada, ou como forma de aliviar o estresse, seja ele por uma tristeza repentina, ansiedade, problemas com a aparência ou traumas emocionais mais profundos.

O consumo exagerado de doces é o mais comum, e pode ser desencadeada por muitos fatores, sejam genéticos, psicológicos (depressão ou ansiedade) ou socioculturais.

Veja alguns sintomas comuns da compulsão alimentar:

  • Comer mesmo sem estar com fome;
  • Comer para se sentir bem emocionalmente;
  • Estar sempre comendo;
  • Comer muito rápido;
  • Comer sozinho ou longe das pessoas;
  • Sentir culpa por comer demais;
  • Não conseguir ficar um dia sem comer determinado alimento.

É possível tratar a compulsão alimentar?

O tratamento do problema consiste em avaliar e reequilibrar a dieta, sempre com o acompanhamento de um profissional especializado, como um nutricionista ou nutrólogo. Em alguns casos, deve-se aumentar a produção de serotonina e repor nutrientes importantes através de alimentos ou suplementação e, quando necessário, recorrer ao acompanhamento médico emocional, com profissionais para apoiar a parte psicológica e fisiológica.

Quando a situação não está grave e a pessoa está passando apenas por uma fase compulsiva por determinado alimento, existem algumas dicas que podem ajudar a manter o controle e se livrar da compulsão alimentar. Conheça algumas delas a seguir:

1. Dieta equilibrada e rica em alimentos nutritivos

É de fundamental importância em qualquer situação, ter uma alimentação equilibrada. Uma vez que a compulsão alimentar pode ser causada pela carência de determinados nutrientes, uma dieta rica em alimentos nutritivos pode ser a chave do problema. Com a ajuda de um nutricionista, é importante determinar uma dieta que seja capaz de normalizar o que é consumido diariamente.

O processo de transição nem sempre é rápido, e pode causar algum desconforto. A falta dos nutrientes certos pode levar à confusão mental e falta de energia, portanto, atente-se ao que está pondo no prato. Inclua nutrientes importantes na sua dieta como o triptofano (castanhas, nozes e banana),  magnésio (vegetais verde-escuros e aveia) e vitamina B6 (ovos e aveia). O ômega 3, presente em peixes e linhaça, por exemplo, é importante para a saúde cerebral, assim como os citados acima.

2. Fracionamento alimentar

Ficar em jejum durante longos períodos podem descompensar o centro da fome e saciedade, além de deixar o indivíduo mais propício a ingerir muita comida em uma tacada. Por isso os nutricionistas indicam que realizar pequenos lanches três horas após as grandes refeições (café da manhã, almoço e jantar) é de fundamental importância para o bom funcionamento do organismo. Dessa forma, o organismo terá mais energia de forma equilibrada ao longo de todo o dia.

Caso não haja o hábito de comer pequenos lanches ao longo do dia de forma equilibrada, comece uma reeducação alimentar aos poucos, e dê preferência para alimentos saudáveis que você pode trazer de casa, como frutas. Dessa forma, não será necessário ir até uma lanchonete, e não haverá a tentação por salgadinhos e frituras.

3. Exercícios ou atividades de lazer

Se exercitar e se divertir é um ponto fundamental. Se a origem da compulsão é emocional, distrair a cabeça e mexer o corpo só trarão benefícios. O esporte pode melhorar a autoestima e o prazer de cuidar da própria imagem. Além disso, durante a atividade física, o corpo responde liberando substâncias que nos trazem bem-estar, fazendo-nos esquecer – pelo menos temporariamente – daquele alimento que ansiamos em comer.

Especialistas indicam que, desde que supervisionada, a prática de esportes é benéfica ao tratamento de transtornos alimentares de um modo geral. As atividades devem ser praticadas três vezes por semana, durante 30 minutos em cada seção.

Os esportes mais indicados são: hidroginástica, natação, caminhada, bicicleta e pilates, mas você pode praticar dança, caminhada no bairro, ou até mesmo passeios no parque, o importante é se distrair de forma saudável.

4. Chás e muita água

Algumas plantas podem ser benéficas no controle da ansiedade, que muitas vezes é o motivo por trás da compulsão alimentar. O chá das folhas do maracujá-azedo e o suco do maracujá-doce são sempre lembrados nesse quesito. Camomila, erva-doce e hortelã também são bons aliados nesse momento.

A hidratação também é fundamental para todas as condições do organismo. Sem a água, os órgãos não conseguem desempenhar tão bem suas funções, e podem produzir em menor quantidade os compostos que precisamos para manter a qualidade de vida. Portanto, lembre-se de criar o hábito de beber bastante água ao longo do dia, isso pode te ajudar a ter mais disposição e mais controle sobre o que você come.

Fique atento ao que você come

Preste atenção aos seus hábitos e, se necessário, anote todos os dias o que você ingere. Em muitos casos, o grande problema é não se dar conta do quanto você come. Essa técnica ajuda a perceber melhor o que está comendo com mais frequência e a que horas essa ingestão é maior, permitindo assim que você mesmo crie técnicas para “burlar” sua necessidade.

Outra boa prática é evitar de comer enquanto realiza outra atividade. Quando isso acontece, é comum não perceber a quantidade que está sendo ingerida, fazendo com que seja ingerida uma maior quantidade de alimentos.

Existem ainda, alguns medicamentos que podem te ajudar a manter o controle. O Picolinato de Cromo é uma boa opção, pois age potencializando a ação da insulina e é, portanto, fundamental para a manutenção da função desse hormônio, inibindo a vontade de comer doces.

Evite fazer dietas muito restritivas para tentar compensar o excesso ingerido na noite anterior. Essa não é uma técnica eficaz e só trará mais ansiedade. A principal dica é: dê ao seu corpo os nutrientes que ele precisa e a atividade física que ele procura de forma regular e equilibrada. O importante é criar um hábito saudável que possa ser mantido por um longo período.

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